Crítica DVD | Histórias de Amor

Crítica DVD | Histórias de Amor

Conhecido por se protagonista da sitcom How I Met Your Mother, Josh Radsor guarda o seu lado mais sensível e filosófico para suas próprias produções. Nesse segundo longa-metragem, o primeiro foi Tudo Acontece em Nova York (2010), ele dirige, roteiriza e atua ao lado da talentosa Elizabeth Olsen (Capitão América 2: O Soldados Invernal), em uma obra reflexiva sobre a vida em suas distintas etapas.

Aos 30 é poucos anos, Jesse Fisher (Radsor) está solteiro e desolado com a vida, imaginando que os melhores dos seus dias foram na época da faculdade. Nesse intempestivo momento, ele recebe um convite de seu antigo e admirado professor para participar da celebração de sua aposentadoria e voltar ao campus da sua era brilhante. Como esse percurso traçado, o protagonista se aventura a revisitar o passado e a questionar a literatura, a arte, etc.

Para mudar sua percepção derrotista, Jesse conhece Zibby (Olsen), uma jovem universitária apaixonada por literatura e música clássica. Ele fica encantado pela beleza, conhecimento e amadurecimento da garoto, suas conversas são recheadas de perguntas filosóficas sobre por que ler um best-seller ou qual o caminho para erudição. Apesar de compatíveis, ela ainda é uma menina para ele, a diferença de idade é um dilema considerado pelo protagonista.

Além do drama existencialista, o roteiro de Radsor é uma homenagem a ambiente universitário, o encontro das mentes jovens questionadoras com os eruditos já desiludidos. Nesse universo paradoxal, se tenta busca um pensamento ou uma teoria sobre os processos da vida e desenvolvimento social. A busca por essa explicação sugere agradáveis descobertas ou amargas verdades.

Os personagens são muito ricos para a narrativa, cada qual com suas dúvidas e teses sem saber exatamente se existe uma resposta certa. Vemos o relacionamento entre Jesse e Zibby crescer e esperamos que dê certo, no entanto, nada é definido. Afinal, os sentimentos não são as respostas certas para as escolhas, pelo menos neste caso. Histórias de Amor (Liberal Arts) foge dos modelos de comédia românticas hollywoodianas, pois nasce das indagações do próprio autor, não de uma fórmula pré-concebida.

Como grande parte do cinema independente, o longa tem uma proposta diferente de entretenimento. Ao invés de distrair, o roteiro compartilha suas angustias com o espectador e o faz pensar, pensar, pensar ou, pelo menos, tomar conhecimento de coisas a serem refletidas, não apenas absorvidas. Aprecio bastante esta visão da universidade na vida das pessoas, não apenas como uma fábrica de profissionais, mas de seres questionadores e construtores de teorias, claro, com fundamentos.

 Nota: 3

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