Monica Bellucci: “O português é poético e muito sensual”

Monica Bellucci: “O português é poético e muito sensual”

A eterna musa do cinema italiano Mônica Bellucci esteve no Brasil para divulgar o seu novo filme Aconteceu em Saint-Tropez, de Danièle Thompson, presente no Festival Varilux de Cinema Francês, realizado dos dias 1º a 16 de maio de 2013, em 40 cidades brasileiras.

Na última quinta-feira, dia 2, a ex-modelo recebeu os jornalistas para um bate-papo antes da abertura oficial do evento no Rio de Janeiro. Junto com a diretora do longa francês, Monica contou como foi desafiante e interessante fazer uma comédia, algo raro na sua longa carreira de mais de 20 anos e 50 filmes.

Desafio da comédia

Em Aconteceu em Saint-Tropez, a atriz de 48 anos, faz uma italiana católica casada com um judeu. Ela mesma descreveu a personagem como superficial e ingênua, além de sempre abrir a boca quando deve ficar calada. “Eu achei o roteiro muito charmoso, era sobre uma comédia entre família, que tem muitos problemas e uma relação de amor e ódio. O que eu mais gostei é que eu nunca tinha feito um papel desse tipo”, declarou Monica.

Apesar de destacar a superficialidade de sua personagem, a atriz diz que ela representa muito a filosofia do filme e aborda as situações do cotidiano de maneira profunda. “Danièle soube muito bem como lidar com essas dicotomias”, aponta Monica.

Danièle Thompson é um dos principais expoentes da comédia na França, seus trabalhos mais conhecidos são Um Lugar na Plateia (2006) e Fuso Horário do Amor (2002). Apesar de ter dirigido apenas cinco longas, ela atua como roteirista desde a década de 1960 e confessa que sempre sonhou seguir os passos do seu pai Gérard Oury, responsável pelas grandes comédias francesas dos anos de 1970.

Construção do personagem

Para escolher seus papéis, a atriz italiana explica que sempre leva em conta algo que fará bem para sua carreira e a experiência de viver coisas diferentes. “O importante para mim é atuar, não importa muito o tamanho do papel. Baseio as minhas escolhas também na curiosidade de trabalhar com determinados diretores”, ressalta.

A seleção desse novo filme veio da novidade de conjugar momentos dramáticos com situações cômicas. “Eu já conhecia o trabalho voltado para comédia de Danièle e gostaria de fazer algo diferente do gênero dramático, que muitas vezes interpretei. A oportunidade surgiu e deu para reunir os meus dois interesses”, destaca Monica.

Junto com o marido Vincent Cassel e as duas filhas, Monica possui um apartamento no Arpoador. Apesar da residência fixa no Rio de Janeiro e de seu marido ser fluente em português, assim como as meninas, a musa italiana não se sente segura para falar o nosso idioma.

Cinema brasileiro

“Eu adoraria filmar com diretores brasileiros, mas eu não sei falar português. Se for para interpretar uma italiana ou francesa, tudo bem, por enquanto eu entendo muito bem, mas falo pouco”. Ela completou ainda sobre o marido: “Vincent fala como um carioca, eu não. Viajo muito e falo muitas línguas, meu maior problema é que o português é muito parecido com italiano, então parece que eu estou falando um italiano estranho”.

Apesar da pouca habilidade com o nosso idioma, ela ressalta que adora a língua portuguesa e está disposta a aprender. “Acho o português suave, poético e muito sensual”. Ela também confessou que não conhece muitos diretores brasileiros, apenas uns três ou quatro, mas revelou sua admiração pelas produções nacionais: “Vi Tropa de Elite e Cidade de Deus são filmes que vão entrar para história do cinema”. Quem sabe daqui a algum tempo teremos o símbolo sexual italiano em um filme nacional?

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