Crítica | A Origem dos Guardiões

Crítica | A Origem dos Guardiões

Baseado na série de livros The Guardians of Chindhood, de William Joyce, A Origem dos Guardiões (Rise of the Guardians) mostra que a DreamWorks pode competir em pé de igualdade com a Disney e que a cultura americana é bem aceita por todos os públicos. Com um produtor de peso por trás, Guillermo del Toro, a animação ganha tons mais escuros e sua veia sombria pode ser percebida durante a narrativa. Guillermo sempre afirma que o principal objetivo nas suas produções é que as pessoas vençam os seus medos. E é exatamente esse o enredo do filme.

Quando você parou de acreditar no Coelho da Páscoa e no Papai Noel? No longa, a proteção das crianças depende totalmente da sobrevivência dessa crença no imaginário infantil e, assim, acompanhamos a saga do Coelho, Papai Noel, Fada do Dente, Sandman (?) e Jack Frost (?), esses dois últimos desconhecidos do folclore brasileiro, para deter o malvado Breu, ou melhor, o Bicho-Papão e fazer as crianças voltarem a crer neles.

Para essa luta entre o bem e o mal, o filme apresenta o Coelhinho da Páscoa e Papai Noel como guerreiros, o primeiro com direito a braceletes de ferro e armado com bumerangues, já o bom velhinho aprece cheio de tatuagens nos braços e munido de dois facões. A primeira cena do filme, que apresenta Jack Frost, é belíssima, no entanto, a trama começa de forma pouco criativa e sem muitas explicações. Do nada, aparecem nuvens negras no globo mundial de Papai Noel e ele convoca os outros guardiões para salvar as crianças de um perigo iminente às vésperas da Páscoa.

Este perigo é a volta do Bicho-Papão, que passou muito tempo desacreditado pelas crianças, mas agora revoga o seu direito de pertencer ao imaginário infantil. Para isso, ele utiliza a sua principal arma, o pesadelo. Do outro lado da força, está o novo guardião escolhido pela Lua, sim o satélite natural da Terra, Jack Frost que tenta de tudo para ser acreditado pelas crianças e descobrir seu cerne, isto é, seu objetivo pós-vida. Para quem não sabe, Frost é o responsável por trazer os primeiros flocos de neve no inverno.

Para dar graça à história, a produção lançou mão de pequenos duendes e Yetis (Pé Grande) como ajudantes do Papai Noel. O que realmente permite alguns momentos de riso, mas já tivemos personagens coadjuvantes mais carismáticos no mundo da animação, por exemplo, os Minions (Meu Malvado Favorito). Com um belo visual, o 3D realmente faz diferença na tela, dando maior sensação dos movimentos dos personagens, além de flocos de neve no rosto.

Para quem gosta de animação, A Origem dos Guardiões é uma boa escolha para curtir na telona. Apesar de a história ser ora interessante, ora bobinha, o filme consegue transmitir sua mensagem e envolver os espectadores com criancinhas fofas durante 1h37 de exibição. Na versão original, podemos conferir as vozes de Alec Baldwin (Papai Noel), Jude Law (Breu), Isla Fisher (Fada do Dente) e Chris Pine (Jack Frost), já na versão brasileira Isabelle Drummond é a Fada do Dente e Thiago Fragoso, Jack Frost.

Nota: 3.5

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