Crítica | O Último Exorcismo - Parte II

Crítica | O Último Exorcismo – Parte II

Após os acontecimentos do primeiro filme, O Último Exorcismo – Parte II começa com a protagonista Nell Sweetzer (Ashley Bell) totalmente aterrorizada e sem lembranças do ocorrido na sua casa, no entanto, ela sabe que toda sua família está morta. Resgatada por um médico, a jovem inicia uma nova vida num lar para meninas, onde faz amizades, consegue um emprego e até arranja um namorado.

Com um ar inocente e constantemente assombrada, Nell passa pouco tempo bem, a maior parte do tempo ela escuta vozes e recebe a visita do seu falecido pai. O argumento para esse novo longa-metragem é muito fraco, agora o demônio Abalam quer o corpo da menina, se unir a ela. Entre máscaras de carnaval e paredes de concreto desabando, a entidade do mal se manifesta com objetivo de conquistá-la.

Só que nada consegue transmitir medo, ansiedade ou mistério pretendido pela história. O filme é um grande vazio, sem objetivo e sem um pingo de conexão. Os roteiristas não se deram o mínimo de trabalho para criar uma trama plausível. As cenas se atropelam, os personagens estão todos perdidos tentando encontrar uma trajetória.

A história se arrasta bastante com longos momentos de alucinações, desde rádio transmitindo mensagens até a morte de pessoas ao redor, que não impactam de nenhuma forma o espectador. De repente surge uma mulher, que apareceu nos primeiros segundos do filme, e se dispõe ajudar a menina. Sem motivo aparente, ela acredita no demônio e convida mais dois amigos para realizar uma cerimônia de expulsão do mal.

Sem saber quem são aquelas pessoas, Nell aceita a ser amarrada, tomar injeção e outras coisas. As sequências são tão mal planejadas que é muito difícil encontrar uma justificativa para a realização dessa continuação. Os desconhecidos Ed Gass-Donnelly e Damien Chazelle erraram feio na produção e execução de O Último Exorcismo – Parte II, um filme para ser esquecido.

Nota: 1

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