Crítica | Um Porto Seguro

Crítica | Um Porto Seguro

Diferente das últimas adaptações do escritor Nicholas Sparks para o cinema, Um Porto Seguro (Safe Haven) investe em suspense e mistério para contar o desenrolar de um romance. Dessa vez, a história se concentra na misteriosa jovem Katie (Julianne Hough), que foge do seu passado e encontra abrigo na pequena cidade de Southport, na Carolina do Norte.

Na cidadezinha, ela consegue um emprego numa lanchonete e uma velha casa para morar. Aos poucos, as marcas do seu passado vão sendo reveladas, enquanto busca reconstruir sua vida. De forma simples e convincente, o jovem viúvo Alex (Josh Duhamel) começa a fazer parte do seu cotidiano.

Por meio da adorável Lexie (Mimi Kirkland), filha de Alex, os dois começam a se aproximar. A menina órfã de mãe vê em Katie a figura materna e a namorada ideal para o seu pai. Solitário e responsável por duas crianças, Alex parece parado no tempo até dar o primeiro passo para conhecer melhor a nova moradora da cidade.

Com a ajuda de Jo (Colbie Smulders), vizinha de Katie, a misteriosa garota começa a dar abertura para as investidas de Alex e esquecer os problemas do seu passado. O roteiro é bem construído de modo que mostra e esconde o necessário para manter a curiosidade dos espectadores. Além disso, o romance se desenvolve em meios a paisagens bonitas, passeios de canoa e beijos sob a chuva, bem ao estilo provinciano de Nicholas Sparks.

Um Porto Seguro constrói duas reviravoltas importantes para a sequência da história. A primeira é muito bem alinhada com o tempo e a expectativa do público, conseguindo realmente surpreender. A narrativa concilia momentos de drama familiar, principalmente o relacionamento de Alex com o filho mais velho Josh (Noah Lomax), com uma pitada de suspense policial.

Perto dos minutos finais, o público é apresentado a momentos de tensão e redenção. Claro que antes – como qualquer filme do gênero – o casal passa por alguns problemas. Ainda bem que o roteiro não se prende aos pequenos desentendimentos e deixa o clichê sentimental de lado para seguir com a história peculiar de Katie e Alex.

A segunda reviravolta ocorre no final, redesenhando todos os contornos da trama. O que pode agradar e emocionar muitas pessoas, por outro lado, também tem o poder de estragar uma história de amor plausível por meio da fé no sobrenatural. Como enxergar o desfecho de Um Porto Seguro fica a critério do público. Vale ressaltar que é uma boa produção orquestrada pelo diretor Lasse Hallström, responsável por bonitas histórias de amor e drama, como Amor Impossível (2011), Sempre Ao Seu Lado (2009) e Chocolate (2000).

Nota: 3

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