Crítica DVD | Broken Glass Park

Crítica DVD | Broken Glass Park

Protagonizado pela bela jovem Jasna Fritzi Bauer, Broken Glass Park à primeira vista parece ser um drama pesado e denso sobre assassinato e depressão. A sinopse do filme já denuncia uma história mórbida recheada de ressentimento, no entanto, a diretora Bettina Blümner traz um tom carismático para o longa e mostra sua verdadeira face: o amadurecimento da jovem Sascha Naimann (Bauer).

A protagonista de 17 anos presencia a morte da sua mãe, assassinada por seu padrasto. Para superar o choque, ela planeja escrever um livro sobre sua mãe e se vingar do padrasto, pai dos seus dois irmãos menores. Perdida entre a raiva e a incompreensão da vida, ela encontro em Volker (Ulrich Noethen), editor do jornal local, um refúgio da dura realidade. Além de estar envolvida em um escândalo policial, Sascha enfrenta o preconceito de ser russa e morar em Stuttgart, na Alemanha.

Para fugir da sua vida, Sascha pede para passar um tempo na casa de Volker, que se disponibiliza em ajudar a menina sempre que ela precisar. Na residência, ela conhece o filho do seu acolhedor, Felix Trebur (Max Hegewald). Da mesma idade de Sascha, o adolescente instiga a menina sexualmente. O despertar desse lado em volto aos traumas de Sascha é interessante e apresenta uma construção bem diferente da esperada primeira vez fantasiada pelo cinema de Hollywood.

Aliás, as descobertas sexuais de ambos são tratadas de forma leve e saudável, às vezes, até em tom jocoso, pelo pai do garoto. A temporada na casa de Volker acaba quando a menina percebe que não é tão madura como imaginava. Com o papel de uma menina marrenta e determinada, a adorável Jasna Fritzi Bauer se sai muito bem, entretanto, o próprio personagem percebe que não é possível ser forte em 100% das vezes. É preciso baixar a guarda para conseguir lidar com os outros e seguir em frente.

Num acesso de raiva, após descobrir pelo jornal uma notícia extremamente importante de sua vida, Sascha tenta machucar o mundo e mostrar sua indignação, contudo, ela acaba sendo a única ferida, literalmente, e passa três dias no hospital. Com o apoio de Volker e Felix, Sascha consegue começar a trilhar sua vida de volta ao ponto da morte de sua mãe e perceber que é muito nova para se guarda no luto ou ficar revoltada com o mundo.

Apesar de tratar de temas delicados, Broken Glass Park tem um apelo juvenil ao relacionar a vida de uma jovem, aparentemente normal, numa tragédia. Como qualquer menina, a protagonista tem uma amiga maluca (Maria-Victoria Dragus) e uma paixonite pelo rapaz bonitão da vizinhança (Vladimir Burlakov). Adaptado do romance da alemã Alina Bronsky, o filme é um bom entretenimento no cinema, sem muitas pretensões ou lição de moral.

 Nota: 3

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