Crítica | É o Fim

Crítica | É o Fim

Seth Rogen resolveu juntar todos os seus amigos e brincar de fazer comédia no cinema, algo que a trupe se sai muito bem. Com o sucesso de O Virgem de 40 anos (2005), a turma de Judd Apatow só aumentou e, de lá para cá, esses nomes e rostos são sinônimos de comédias bizarras e divertidas. Apesar de James Franco e o próprio Seth Rogen andarem apostando no drama e na direção, os dois nasceram no reino das comédias rocambolescas, como É o Fim (This is The End).

O diferencial dessa obra é representação do real da vida desses atores de Hollywood, todo mundo interpreta a si mesmo de forma caricata. Michael Cera, por exemplo, é um idiota completo idolatrado pelas mulheres. Jonah Hill é amigo de Seth Rogen, mas detesta Jay Baruchel, amigo de Rogen da época que ambos viviam no Canadá. Além disso, Danny McBride é um psicopata e todos o detestam. Nesse clima pouco amistoso se desenrola as várias cenas nojentas e grotescas em 107 minutos de projeção.

Tudo começa quando Seth Rogen leva o seu deslocado amigo Jay Baruchel para uma festa na casa de James Franco. Na trama, Franco idolatra Seth Rogen, na verdade, parece que todos desejam ser amigo do diretor e roteirista da história. Na festa estão, além dos já citados, Emma Watson, Mindy Kaling, Christopher Mintz-Plasse e a cantora Rihanna. O evento é regada a muito álcool, drogas e sexo, como de praxe, no entanto, surge um elemento surpresa: acontecimentos sobrenaturais.

Pessoas são abduzidas por uma luz azul aos céus, crateras imensas são abertas no chão e feras gigantes matam o resto dos humanos na Terra. Nessa configuração medonha descrita no livro bíblico do Apocalipse, cinco comediantes ficam presos na casa de James Franco. Além do anfitrião, Seth Rogen, Jonah Hill, Jay Baruchel, James McBride e Craig Robinson tentam sobreviver com pouca água, muito egoísmo, baixaria e desespero.

A trama nessa obra é muito banal, na verdade, o espectador do filme não quer saber de história, ele deseja ver um esquete engraçado, um atrás do outro, sem se preocupar sobre o desenvolvimento do enredo. Com piadas sobre a soberba dos astros de Hollywood e a vida derradeira que eles levam, o filme prossegue com gritinhos, caras de sustos caricatas e abordagem sobre hábitos sexuais. No meio disso de toda essa odisseia de palavrões e situações imbecis, há muitas rixas entre os atores e a amizade é o frágil ponto de proteção deles.

Sobre a lógica do apocalipse, o grupo tenta buscar sua redenção e um lugar no paraíso. Na visão dos humoristas é onde está a já falecida boy band Back Street’s Boys. Além das participação dos músicas, também está no vídeo Channing Tatum em um depreciativo papel. Para quem gosta de rir de situações em que uma cabeça humana vira bola de futebol, este é um filme hilariante. Já para aqueles que gostam de uma história divertida com sacadas inteligentes e humor natural, fique longe de É o Fim.  

 Nota: 2.5

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