Crítica | O Casamento do Ano

Crítica | O Casamento do Ano

O elenco recheado de grandes nomes do cinema pode enganar o espectador desavisado. Em O Casamento do Ano (The Big Wedding), atores de alto escalão como Robert De Niro, Diane Keaton, Susan Sarandon e Robin Williams se prestam a papéis clichês numa história esgotada pelo cinema norte-americano. Como de costume, o casamento de algum membro da família é a desculpa para reunir diversos tipos num local durante alguns dias e desencadear milhares de confusões.

Este tipo de argumento é ilimitado nos Estados Unidos, todo ano tem uma história neste padrão. Nada é novidade. As piadas são requentadas e o roteirista, também diretor, Justin Zackham cria situações de constrangimento para gerar riso ao espectador, aflorando o preconceitos sobre as religiões e os estrangeiros. É difícil imaginar que a obra é uma adaptação de uma elogiada comédia franco-suíça chamada Mon Frère Se Marie (2007).

Apenas a base do outro filme é copiada. Na trama, Alejandro (Ben Barnes), filho adotivo de Don (De Niro) e Ellie (Keaton), vai se casar com a jovem Missy (Amanda Seyfried). O noivo convida a mãe biológica Madonna (Patricia Rae) para a cerimônia, mas ele tem receio de lhe contar que seus pais são separados, pois ela é muito conservadora. Assim, Bebe (Sarandon), namorada de Don, se vê obrigada a deixar a reunião em família.

Com péssimos personagens secundários, o filme não prende o interesse do público em nenhum momento. Os fraquíssimos atores Topher Grace (Jared) e Katherine Heigl (Lyla) conseguem piorar uma história que já é ruim. A trama desenvolvida para eles, irmãos do noivo, é tão amadora e boba, que chega a irritar.

Jared é um obstetra de quase 30 anos e virgem, porque espera encontrar o grande amor da sua vida, mas quando a irmã biológica e colombiana de Alejandro (Ana Ayora) aparece, ele quer correr para cama dela. Além da contradição, o filme pinta a jovem sul-americana como uma vadia louca por sexo e despudorada, no mal sentido. Do outro lado, Lyla não se dá bem com o pai e não pode ver bebês que desmaia, ela está separada do marido e esconde da família. Todo mundo já sabe o que acontece, não é? 

O padre ex-alcoólatra de Robin Williams é uma mistura de todos os últimos filmes medianos que ator tem se submetido, como Licença Para Casar (2007) e Férias no Trailer (2006). A junção, com certeza, não podia ser boa. Todos os personagens são equivocados, as trama pessoais sem graça e as relações afetivas banalizadas.

A produção do filme e o diretor não investiram nem nas típicas e bonitas decorações e paisagens que as obras do gênero costumam destacar. Nada pode ser ressaltado nesta obra mal planejada e exagerada. Acredito que os produtores apostaram tudo no elenco, mas esqueceram que atores não salvam texto mal escrito e diálogos bisonhos.

Nota: 2

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