Crítica | Os Smurfs 2

Crítica | Os Smurfs 2

Os pequenos seres azuis voltam ao cinema para mais uma aventura fora do seu lar. Dessa vez, os Smurfs visitam Paris para resgatar a Smurfette (Katy Perry), capturada pelo vilão Gargamel (Hank Azaria). Agora, o personagem vive as honrarias de ser um mágico mundialmente conhecido e está em turnê pela Cidade Luz. No entanto, o segredo do seu sucesso é a essência retirada dos Smurfs e ele precisa de mais.

Assim se desenrola a trama de Os Smurfs 2, Gargamel deseja obter a fórmula que transformou a sua criação Smurfette numa verdadeira Smurf. Para isto, o vilão deu vida aos Naughties, – ou na tradução Os Danadinhos – Vexy (Christina Ricci) e Hackus (J. B. Smoove), criaturinhas travessas muito parecidas com os pequenos azulzinhos, no entanto, com o comportamento bem diferente.

A partir desse plano, no dia do aniversário da Smurfette, que passa por uma crise existencial, ele rapta a menina com a ajuda de suas novas criações. O objetivo é fazer a Smurfette se sentir uma deles e entregar a fórmula secreta dos Smurfs. O enredo é bobo, afinal é direcionado para o público infantil, mas muitas animações já conseguem alinhar uma mensagem infantil com um conteúdo de entretenimento para todas as pessoas. Em Os Smurfs 2 isso não ocorre.

Apenas as crianças pequenas vão rir das cenas de escorregar, bater a cabeça e aqueles milhões de clichês de comédias da faixa etária livre. A sequência consegue ser pior do que o primeiro filme. O motivo pode ser pelo charme da novidade ter passado ou porque a conjugação dos elementos não deu certo. Na continuação, o filho de Patrick (Neil Patrick Harris) e Grace Winslow (Jayma Lays) já está crescidinho e a mensagem da vez é para os pais adotivos.

Todo roteiro segue a premissa de o pai não é somente aquele que te traz ao mundo, mas o cara que cuidou de você. É uma boa lição para as crianças, com certeza, mas todo o discurso é bastante infantilizado. O mesmo elemento liga as diversidades de Patrick com seu padrasto bonachão Victor (Brendan Gleeson) e do Papai Smurf (Jonathan Winters) com Gargamel.

Nenhum ator se destaque em cena, o filme pertence às animações tecnológicas do gato de Gargamel e do Smurf Vaidoso (John Oliver). Esses personagens conseguem a melhores tiradas do filme, enquanto os propostos protagonistas, os Naughties, não são vilões nem engraçados, apenas chatos e desinteressantes. Voltado claramente para os pequenos, o filme lembra o tempo do desenho Os Smurfs na televisão. Portanto, se você não gosta de programas do tipo, como Pernalonga, Tom e Jerry, Coyote e Papa Léguas, não perca tempo.

 Nota: 3

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