Crítica | No Limite do Amanhã

Crítica | No Limite do Amanhã

Com a chamada Viva. Morra. Repita, No Limite do Amanhã prepara o público para entrar no universo dos videogames, no qual você pode redefinir sua estratégia para alcançar o objetivo cada vez que falha e volta ao início. Desse modo, o oficial Bill Cage (Tom Cruise) traça durante todo o filme trajetos, métodos e macetes para liquidar o inimigo até o final da narrativa.

O filme de Doug Lima – responsável por Sr. & Sra. Smith (2005) e Identidade Bourne (2002) -, no entanto, não é apenas um mero jogo. Apesar de pouco trabalhados, os personagens são importantes na história e tentam criar uma ligação com o espectador, para que torçamos pela vida de ambos. Apesar de preso num repetição, em que a vida pode recomeçar sem maiores danos, Cage corre riscos e o seu poder de voltar ao passado pode se extinguir.

Com o desenrolar da história outros obstáculos aparecem para o protagonista além da ameaça alienígena no campo de batalha. No Limite do Amanhã mistura ação, humor e tensão em todos os momentos. É o tipo de obra que nos prende na cadeira a espera da próxima iniciativa ou desafio dos protagonistas. Na pele de Rita, a bela e talentosa Emily Blunt encara o papel de mulher forte e determinada, conhecida como a melhor soldada da guerra.

Como o filme é centrado na visão do oficial Cage, pouco se explica sobre os contextos políticos ou estratégias militares. Sabemos apenas dos planos do oficial, o que reduz muito a história, mas sem comprometer o espetáculo. Além dos combates, as mudanças de estratégias e as surpresas no meio do caminho fazem a obra ser um dos melhores filmes de entretenimento deste ano, melhor até que algumas obras de super-herói. O visual das batalhas é rico e cheio de detalhes, lembrando bastante o dos videogames.

Outro ponto positivo é a explicação coerente para os acontecimentos da história, como a viagem de volta ao passado. Além de uma rápida intenção de justificar a invasão alienígena ao planeta Terra. Quem espera um embasamento mais científico ou uma resolução mais filosófica pode ficar muito frustrado. Diferente da ficção anterior de Cruise, Oblivion, o longa é mais focado no “jogo” do que em sua construção primordial, até porque a história começa no meio da invasão e da guerra, após diversas batalhas já terem ocorrido. A luta gora é por uma solução final.

Também é possível comparar a sinopse desse filme com Contra o Tempo (2011), protagonizado por Jake Gyllenhaal, contudo, tudo transcorre bem diferente. Contar como os personagens de Tom Cruise e Emily Blunt se conectam ou como os dois vão traçar objetivos para acabar com a guerra estragaria as pequenas surpresa do roteiro. No Limite da Amanhã não perde o ritmo frenético em nenhuma parte e garante um ótimo passatempo em quase duas horas de projeção.

Nota: 4,5

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