Todos os Filmes baseados na obra de Nicholas Sparks

Todos os Filmes baseados na obra de Nicholas Sparks

Julgado por uns e amados por outros, principalmente as mulheres, Nicholas Sparks já lançou 18 livros, 16 chegaram ao Brasil, e nove adaptações para o cinema. O 10º e 11º filmes já estão confirmados para 2015, Um Longa Jornada (2013) e A Escolha (2015).

Nicholas Sparks encontrou a fórmula de sucesso, conjugando histórias de amor e perda, com grande sensibilidade e sempre em alguma cidade pequena da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Para muitos, os romances são água com açúcar, já outros vão às lágrimas. O sucesso é tanto que escritor já vendeu mais de 97 milhões de cópias ao redor do mundo.

Já nas telonas, vários artistas ficaram famosos após interpretar os pares românticos dos filme de Nicholas Sparks. Você conhece todos eles? Confira abaixo as produções baseadas nas obras do autor.

Uma Carta de Amor (Message in a Bottle, 1999)

Quando a primeira obra de Nicholas Sparks se tornou filme, ninguém sabia quem era o escritor lá fora, muito menos aqui no Brasil. O ator Kevin Costner estava no auge, após ter estrelado O Guarda-Costas (1992), com Whitney Houston, e topou produzir e protagonizar a história de amor entre uma jornalista e um fechado viúvo.

Theresa Osborne (Robin Wright) encontra uma trágica carta de amor na praia e fica determinada em ir atrás do autor do texto. No seu caminho, ela encontra o viúvo Garret Blake (Costner) e se apaixona pelo homem durão e sisudo. O filme é composto de belas paisagens, dramas intensos e final trágico.

Um Amor Para Recordar (A Walk To Remember, 2002)

A Warner Bros. apostou no romance de Sparks para contar uma história de amor entre jovens. Com foco no público adolescente, Um Amor Para Recordar foi protagonizado pela cantora Mandy Moore e Shane West, famoso na época por comédias românticas, como Correndo Atrás (2000) e Volta Por Cima (2001).

Em Beaufort, na Carolina do Norte, Landon Carter (West) conhece Jamie Sullivan (Moore), filha do pastor local, quando tem que prestar serviço comunitário por ter cometido um delito. Ele é um rapaz rebelde e desajustado, que enfrenta problemas com o pai. Ela é recatada e temente a Deus, órfã de mãe.

Os opostos se atraem? O filme mostra que sim. Com uma mensagem espiritual muito forte, esta é uma das histórias mais puras e bonitas do escritor. Até Mandy Moore se saiu bem nesta produção.

Diário de Uma Paixão (The Notebook, 2004)

Com um contrato de US$ 1 milhão, o primeiro livro de Sparks, lançado em 1996, foi levado ao cinema, novamente pela Warner. Diário de Uma Paixão obteve grande sucesso comercial e abriu portas para os romances de Nicholas chegarem a outras praças.

Com, até então poucos conhecidos, Ryan Gosling e Rachel McAdams, interpretando o casal principal, além dos veteranos Gena Rowlands e James Garden, o longa despontou como uma das histórias de amor mais emocionantes dos últimos tempios. A partir da direção de Nick Cassavetes, a produção ganhou uma fotografia caprichada e atuações fortíssimas.

Duke (Garden) lê todos os dias para uma mulher (Rowlands) a história de Noah (Gosling), um pobre rapaz do interior, que se apaixona por Alien (McAdams), uma moça rica da cidade. As diferenças sociais fazem o casal se separar, mas sete anos depois eles voltam se reencontrar. E agora? Voltar ao amor do passado ou seguir em frente?

Noites de Tormenta (Nights in Rodanthe, 2008)

O amor maduro é o foco do sexto livro de Sparks, lançado em 2002. Os produtores trouxeram a famosa dupla Richard Gere e Diane Lane, do filme Infidelidade (2002), para protagonizar a história. Infelizmente a química apresentada na produção anterior não apareceu nesta composição, do desconhecido diretor George C. Wolfe.

Adrienne Willis (Lane) busca refúgio na pousada de uma amiga na pequena cidade de Rodanthe, na Carolina do Norte. Ela espera encontrar tranquilidade para solucionar seus dilemas: seu marido volúvel quer voltar para casa e sua filha adolescente critica todas suas decisões. Enquanto uma tempestade se aproxima do litoral, o Dr. Paul Flanner (Gere) se hóspeda na pensão e os dois procuram consolo um no outro para superar seus problemas.

Eles passam um final de semana mágico, no entanto, o início do romance poderá trazer grandes mudanças na vida de ambos. A premissa é até poética, mas na tela a história não agradou os espectadores, nem a crítica.

Querido John (Dear John, 2010)

Após o insucesso anterior, a Screen Gems revolveu produzir novamente uma história de amor jovem. Com uma abordagem mais atual, o longa envolvia a guerra dos Estados Unidos contra o Iraque e tratava da síndrome de Asperger. Atualmente, os protagonistas escolhidos são sensação em Hollywood, mas na época Amanda Seyfried era conhecida apenas por Mama Mia! (2008) e Channing Tatum por Ela Dança, Eu Danço (2006).

O soldado John Tyree (Tatum) de licença conhece a jovem universitária Savannah Curtis (Seyfried) durante as férias. Novamente, os opostos se atraem e o rapaz sem perspectivas futuras, começa a ver a vida de outro modo a partir do prisma da paixão pela moça. O destino, no entanto, separa os dois com uma guerra.

O filme é bonitinho, mas muito criticado pelo público por causa das mudanças em relação ao livro. As outras produções também sofreram algumas modificações, entretanto, os textos de Sparks não eram tão conhecidos no país. O drama não é tão bem desenvolvido no comando de Lasse Hallström, responsável por Chocolate (2000).

A Última Música (The Last Song, 2010)

O filme mais criticado de Nicholas Sparks. A Última Música teve um movimento contrario das outras produções. A ideia do longa veio antes da composição do livro a pedido dos agentes da atriz/cantora Miley Cyrus. A jovem queria protagonizar uma obra com a história do famoso autor e  lhe solicitou o desafio.

O escritor escolheu explorar a relação entre pai e filha neste drama, enquanto retratava o amadurecimento da menina de 16 anos. O romance entre adolescentes neste cenário é bem fraco e a conexão entre pai e filha pela música também deixou a desejar. Além do mais, a atriz principal não convenceu como uma adolescente rebelde e apaixonada pela música.

Roonie Miller (Cirus) vive seu primeiro amor com Will Blakellee (Liam Hemsworth) quando vai passar as férias com o pai (Greg Kinnear) e o irmão mais novo (Jonah Miller) no litoral da Carolina do Norte. No entanto, ela está brigada com o pai, porque ele saiu de casa após a separação. Agora,  a menina quer voltar para Nova York, mas esse pode ser o último verão deles juntos.

Um Homem de Sorte (The Lucky One, 2012)

Novamente a Guerra do Iraque se torna pano de fundo para o romance de Nicholas Sparks. Com Zac Efron e Taylor Schilling, a fórmula do escritor não obteve êxito nas mãos do diretor australiano Scott Hicks. Os pontos relevantes da história foram deixados de lado e o casal principal ficou sem sintonia.

Longa Thibault (Efron) encontra no chão a foto de uma mulher desconhecida (Schilling), ele guarda o retrato com um talismã durante a guerra. Caso sobreviva, ela promete encontrá-la. Ao retornar ele segue uma trajetória a partir de pistas da própria fotografia para achar a misteriosa moça da foto. Ele a encontra num canil e começa a trabalhar com ela, sem revelar seu verdadeiro interesse.

Um Porto Seguro (Safe Haven, 2013)

O diretor Lasse Hallström volta a dar vida a um texto de Nicholas. Após Querido John, o cineasta conjuga mistério e suspense com o desenrolar de romance entre uma moça foragida e um viúvo pai de duas crianças. Apesar da velha construção dos personagens e do enredo, Um Porto Seguro tem fôlego para agradar o público e até surpreender, um pouco.

O papel principal feminino dessa aventura é interpretado por Julianne Hough, protagonista de Rock Of Ages (2012), que participa do seu quarto filme. Já o masculino ficou com Josh Duhamel, mais conhecido por participações em seriados e pelo longa Juntos Pelo Acaso (2010), ao lado de Katherine Heigl.

O Melhor de Mim (The Best of Me, 2014)

Novamente, depois de Diário de Um paixão, uma história explora o passado e o presente da história de um casal. Agora, na pequena cidade de Oriental, na Carolina do Norte, o jovem Dawson Cole (Luke Bracey) conhece a linda Amanda Colier (Liana Liberato), na primavera de 1984. Os dois se apaixonam, mas as diferenças sociais entre eles e um tragédia acabam por separar os amantes na juventude.

Vinte um anos depois, por causa da morte de um amigo em comum, eles voltam a se encontrar. Interpretados na fase adulta por James Marsden e Michelle Monaghan, o casal parece muito mais ajustado e com mais química do que na juventude. O roteiro realiza grandes mudança na história para enxugar os acontecimentos, entretanto, retira bastante da carga melancólica das páginas do livro.

Apesar de novata em Hollywood, Liana Liberato teve um estreia excelente na produção Confiar (2010) e tem um carreira brilhante e confiante pela frente. Ela está ótima, o mesmo, infelizmente, não pode ser dito do ator Luke Bracey, mas Marsden o salva na maturidade.

 Um Longa Jornada (The Longest Ride, 2015)

Previsto para estrear em 10 de abril nos Estados Unidos, o filme é baseado no romance mais recente do escritor lançado em 2013. Diferente dos outros livros, este é marcado por duas diferentes histórias de amor que em um momento se cruzam de forma poderosa.

O passado e o presente voltam a se balancear em mais um filme, desta vez protagonizado por Brittany Robertson, com passagem por diversos filmes e seriados, como Under The Dome (2013-14), e o belo Scott Eastwood. A direção ficou por conta de George Tillman Jr., responsável pelo ótimo Homem de Honra (2000). O cenário fica por conta da cidade de Black Mountain, claro, na Carolina do Norte, onde o casal Sophie e Luke se conhecem, ela é estudante de Artes da Universidade local, enquanto ele é um fazendeiro e participa de rodeios para ganhar dinheiro extra.

Em uma das apresentações, os dois começam a se encantar pelo outro e passar por todas as adversidades para continuarem juntos. Ao mesmo tempo, após sofrer um acidente, um homem de 91 anos relembra o amor compartilhado com a esposa durante os últimos anos, antes dela falecer, e toma uma enorme decisão para não deixar seus sonhos morrerem também. O lema do filme, mais um vez, é o amor pode ser complicado, mas vale muito a pena.

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