Crítica | Simplesmente Acontece

Crítica | Simplesmente Acontece

A vida é aquilo que acontece enquanto você está fazendo outros planos, disse sabiamente John Lennon uma vez. Simplesmente Acontece (Love, Rosie) tem com base esta afirmação, como uma melodia motivacional com a mensagem de não se deixar abater com os diversos obstáculos no caminho, porque no final, seja daqui a 15 ou 20 anos, você terá seu final feliz.

Baseado no romance Onde Terminam os Arco-Íris, de Cecelia Ahern, mundialmente conhecida pela adaptação de P.S. Eu te Amo (2007), a comédia romântica possui todos os elementos de um bom drama com doses de humor e enredo de superação. Apesar da narrativa bem desenvolvida, a história não apresenta muita novidade, mas o seu ponto alto é a escolha dos atores.

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Os protagonistas Rosie (Lily Collins) e Alex (Sam Claflin) têm o desafio de sair da adolescência até a maturidade em pouco mais de uma hora e meia. É difícil imaginar o rostinho angelical de Lily para uma mulher de 30 e poucos anos, mas o carisma da atriz supera as barreiras temporais e conquista o público. O casal possui uma ótima química, o que sustenta toda a trama irregular.

Simplesmente Acontece promove uma romance de amizade e desencontros, assim como Um Dia (2011), no entanto, aqui a dupla funciona. Rosie e Alex são amigos desde os primórdios de suas vidas. Aos 18 anos, eles decidem abandonar o antigo continente e partir para os Estados Unidos. Um momento, entretanto, muda completamente os planos da menina.

É bom o desenvolvimento do roteiro na premissa de que uma escolha precipitada, leva a outra e mais outra e, de repente, estamos completamente distantes dos nossos objetivos iniciais. Nas vésperas da formatura, depois de um inesperado beijo, os amigos resolvem esquecer o ocorrido e ficam no limiar entre o amor e a amizade a partir de então. O que incomoda é que ambos desejam ficar juntos, mas eles continuam a construir barreiras para isso.

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Grande parte da trama é acompanhar as escolhas desencontradas de Rosie e torcer para que ela ganhe sua recompensa: ser feliz. Há cenas bonitas e engraçadas, mas nada memorável. A trilha sonora, embalada por ritmos do início dos anos 2000 e outros mais antigos, funciona com um terceiro personagem dando vida às rápidas passagens dos percalços de ambos.

Ao som de Beyoncé e Lily Allen até Gilbert O’Sullivan e Elton John, Rosie engravida e fica no Reino Unido, Alex vai para os Estados Unidos e começa a namorar uma norte-americana controladora. Há casamentos, traições, filhos, sonhos, frustrações e morte neste percurso. Afivele o cinto e se prepare para o voo raso sobre essas coisas para chegar ao destino previsível desde os primeiros cinco minutos do filme, contudo, a viagem vale a pena e pode custar algumas lágrimas para os mais emotivos.

Nota: 3

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