Crítica | Terremoto: A Falha de San Andreas

Crítica | Terremoto: A Falha de San Andreas

Saudade do filme catástrofe e o herói humano? Após uma enxurrada de produções sobre invasão alienígena, distopia apocalíptica, super-herói e refilmagens, o conhecido movimento de placas tectônicas volta a ser destaque em Terremoto: A Falha de San Andreas (San Andreas). Protagonizado por Dwayne “The Rock” Johnson, o filme reúne todos os clichês do gênero, a previsibilidade de acontecimentos, mas, mesmo assim, é entretenimento puro e alta qualidade visual.
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A cartilha desses filmes é misturar emoção com desastre para que você se aproxime dos personagens e torça pela sua sobrevivência em meio ao caos. Portanto, se os protagonistas geram empatia já é um grande passo para conquistar o público e diverti-lo, apesar do contexto. Diferente de obras como O Impossível (2013), em que o plote é a comoção, o longa de Brad Peyton quer gerar catarse e cenas de tirar o fôlego.
A veracidade das ações fica em segundo plano e o público vibra entre o real e o lúdico, sendo imprevisível dizer quando começa um e termina o outro. A sequência inicial com um acidente de carro e seu resgate é uma prévia das situações limites com desfecho feliz. Para dramatizar o desastre natural, a narrativa apresenta a família de Ray (Johnson), um piloto de resgate eficiente que possui uma bela filha, Blake (Alexandra Daddario), e a ex-esposa Emma (Carla Gugino).
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A família sofreu uma grande perda no passado e se despedaçou, o processo é evidente desde o início e terá o seu momento de reconstrução. Pouco antes dos sismos, Blake está a caminho da faculdade em outra cidade, levada pelo namorado de sua mãe Daniel (Ioan Gruffudd), um rico executivo. Quando tudo começa a tremer, eles estão em São Francisco, enquanto seus pais estão em Los Angeles.
Um pouco distante desses fatos, os cientistas Lawrence (Paul Giamatti) e Kim Park (Will Yun Lee) percebem as primeiras movimentações na falha geológica do título do filme, que atravessa a Califórnia. As explicações plausíveis ficam por conta deste núcleo da história, em que os profissionais tentam salvar milhares de vidas ao divulgar suas descobertas.
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Não há muito mistério no enredo, os pais vão salvar a filha em São Francisco de helicóptero, avião, carro e até lancha. Para o alívio cômico, temos os irmãos britânicos Ben (Hugo Johnstone-Burt) e Ollie (Art Parkinson), que salvam a mocinha e passam a ser seus companheiros de caminhada até o esperado resgate dos pais dela. Ollie é o responsável por provocar as melhores risadas com seu misto de inocência e esperteza.
Terremoto: A Falha de San Andreas tem ótimas cenas, muitas desafiam a lógica, mas suscitam bons comentários entre os amigos. Dwayne Johnson incorpora o pai, o marido e o herói protetor sem pestanejar e, claro, se encaixa perfeitamente na proposta. Ao final, o apelo patriota com a bandeira flamejante dos Estados Unidos passa a mensagem padrão: não importa o que aconteça, a gente se reergue. Os fenômenos naturais não representam uma causa política evidente, mas elas estão lá.

Nota: 3.

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